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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Correlação Música/Homem na Sociedade

 

Apesar de existirem inúmeras definições e “não definições” que têm como objectivo dar a conhecer o que, verdadeiramente, significa o termo “Música”, é importante perceber que uma coisa é certa: sem a existência do Homem não poderia haver música. O Homem é o único ser racional capaz de criar uma sequência de sons e silêncios, que tão meticulosamente seleccionados dão origem a maravilhosas composições musicais. Assim, a música é por ela própria um fenómeno social.



-  Música, um fenómeno social:

 

As práticas musicais não podem ser dissociadas do seu contexto cultural. Cada cultura possui seus próprios tipos de música totalmente diferentes em seus estilos, abordagens e concepções do que é a música e do papel que ela deve exercer na sociedade. Entre as diferenças estão: a maior propensão ao humano ou ao sagrado; a música funcional em oposição à música como arte; a concepção teatral do Concerto contra a participação festiva da música folclórica e muitas outras.
Falar da música de um ou outro grupo social, de uma região do globo ou de uma época, faz referência a um tipo específico de música que pode agrupar elementos totalmente diferentes (música tradicional, erudita, popular ou experimental). Esta diversidade estabelece um compromisso entre o músico (compositor ou intérprete) e o público que deve adaptar sua escuta a uma cultura que ele descobre ao mesmo tempo que percebe a obra musical.
Desde o início do século XX, alguns musicólogos estabeleceram uma "antropologia musical", que tende a provar que, mesmo se alguém tem um certo prazer ao ouvir uma determinada obra, não pode vivê-la da mesma forma que os membros das etnias aos quais elas se destinam. Nos círculos académicos, o termo original para estudos da música genérica foi "musicologia comparativa", que foi renomeada em meados do século XX para "etnomusicologia", que se apresentou, ainda assim, como uma definição insatisfatória.
Para ilustrar esse problema cultural da representação das obras musicais pelo ouvinte, o musicólogo Jean-Jacques Nattiez (Fondements d’une sémiologie de la musique 1976) cita uma história relatada numa conferência de G. Becking, linguista e musicólogo, pronunciada em 1932 no Círculo Linguístico de Praga:


" Um indígena africano toca uma melodia na sua flauta de bambu. O músico europeu tem muito trabalho para imitar fielmente a melodia exótica, no entanto, este acaba por conseguir determinar as alturas dos sons e fica convencido de ter reproduzido fielmente a peça de música africana. Mas o indígena não está de acordo pois o europeu não prestou atenção suficiente ao timbre dos sons. Então o indígena toca a mesma canção noutra flauta. O europeu pensou que se tratava de uma outra melodia, porque as alturas dos sons mudaram completamente devido á diferente construção do outro instrumento, mas o indígena jurou que era a mesma canção.
E sabem qual era a diferença? A diferença entre as divergentes interpretações de uma mesma música provém de um facto muito importante: numa música, o fundamental para o indígena é o timbre, enquanto, para o europeu é a altura do som. O importante em música não é o dado natural, não são os sons tais como são realizados, mas como são intencionados. O indígena e o europeu ouvem o mesmo som, mas este tem um valor totalmente diferente para cada um deles, porque as concepções derivam de dois sistemas musicais inteiramente diferentes; o som em música funciona como um elemento de um sistema. As realizações podem ser múltiplas, o acústico pode determiná-las exactamente, mas o essencial em música é que a peça possa ser reconhecida como idêntica.

 

Sentimo-nos: ansiosas por saber mais! :D
Publicado por Músicaólicas :D às 14:01
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